quinta-feira, 23 de julho de 2015

Considerações sobre o Chupa-folha


O jornalista Pedro Ivo Thomé, responsável pela seção de obituários da Folha de S. Paulo saiu da empresa e, no último texto que publicou (13 de julho), o obituário de Therezinha Ferraz Sales, assistente social que morreu aos 87 anos, compôs um acróstico com referência ao jornal.

Acróstico é uma forma poética onde as letras iniciais dos versos, quando lido na vertical, formam uma palavra ou nome. Neste caso, o jornalista escreveu uma matéria com 10 parágrafos onde as primeiras letras formavam a frase “chupa folha”. 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Luxúria para todos!

Na região conhecida como Baixo Augusta, espaço boêmio alternativo no centro da capital, muros e paredes são cobertos por cartazes com os mais variados temas. Este aí chamou a atenção de algum religioso que passava por lá e, indignado, lá no canto superior, escreveu com sua caneta azul que 'só Jesus Cristo salva".

domingo, 7 de junho de 2015

Crise da mídia tradicional e demissões na imprensa


Muito se tem falado que as empresas jornalísticas tradicionais estão passando por uma séria crise e a consequência é a demissão dos jornalistas. Mas a atual onda de demissões no setor é decorrência de uma série de fatores que devem ser avaliados para uma correta compreensão do fenômeno. A avaliação da conjuntura pela qual passa o mercado jornalístico é condição necessária para a elaboração de possíveis respostas aos problemas que se apresentam.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Movimento pela valorização do Ministério do Trabalho e Emprego


O professor do Instituto de Economia da Unicamp, José Dari Krein, em parceria com outros pesquisadores, criou a petição on line "Movimento pela valorização e centralidade do Ministério do Trabalho e Emprego no governo Dilma",cujo objetivo é chamar a atenção da sociedade sobre esta questão.
O manifesto faz um resgate histórico da importância que o Ministério já teve na história brasileira e propõe quatro eixos de atuação para que o órgão público volte a ter o papel que já ocupou no passado. 

sábado, 25 de outubro de 2014

Vejam a que situação chegou a Veja


A edição nº 2.397, ano 47, de 23 de outubro de 2014 da revista Veja é estarrecedora. Este número deve entrar para a história do jornalismo brasileiro e certamente será estudada pelas gerações futuras como sendo o exemplo perfeito do péssimo jornalismo praticado neste início de século. Aliás, penso que nem sequer deverá ser vista como jornalismo, sendo mais apropriado que seja enquadrada como uma espécie deturpada de marketing político.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Algumas surpresas e a caça ao PT


Terminada a apuração do 1º turno das eleições de 2014 das urnas emerge um cenário onde o PT alcança um número menor de votos para presidente do que inicialmente esperado e o PSDB, com Aécio Neves, virtualmente renasce e consegue ocupar o segundo lugar que antes cabia a Marina Silva. Marina Silva, alçada ao estrelato após a morte de Eduardo Campos, termina a disputa em terceiro lugar, com 22 milhões de votos. A candidata não se consolidou como alternativa viável e representou 21,32% do eleitorado (em 2010, também na terceira posição, havia arrebanhado cerca de 20 milhões, 19,33%). Logo, demonstram os números, Marina Silva continua onde sempre esteve, na posição de liderança carismática – no seu caso melhor dizer messiânica – e isolada de partidos em uma trajetória marcadamente pessoal.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Uma decisão judicial infame


Com uma penada, a Justiça de São Paulo colocou em risco dois direitos fundamentais para a vida em um Estado democrático de Direito: o de informar corretamente e o de ser bem informado.

Foi esse o sentido do acórdão votado por unanimidade no Tribunal de Justiça de São Paulo, que atribui culpa "exclusivamente" ao repórter fotográfico Alex Silveira por ele ter levado um tiro de bala de borracha no olho esquerdo enquanto registrava um protesto de servidores na avenida Paulista, em 2000. Disparado pela Tropa de Choque da Polícia Militar, o projétil deixou o fotógrafo cego de uma vista.