sábado, 30 de agosto de 2014

Tudo saiu errado para Marina mas parece que deu certo


A morte de Eduardo Campos em um trágico acidente aéreo ocorrido em 13 de agosto de 2014 abriu caminho para a volta de Marina Silva ao centro do debate político. Ocupando o cargo de vice-presidente na chapa do PSB, com o falecimento do titular coube a ela assumir o posto para, em seguida, alterar o quadro eleitoral que caminhava para a cristalização da disputa entre PT e PSDB, repetindo os últimos embates eleitorais.

domingo, 17 de agosto de 2014

A reeleição de Dilma e a militância conservadora


No fim do mês de julho de 2014 o banco Santander enviou para seus clientes com maior renda, junto com o extrato bancário, um texto abertamente crítico ao governo federal do Partido dos Trabalhadores - PT. Travestido de análise econômica a avaliação, para usar um termo de mercado, possuía um claro “viés de oposição”. Exatamente no momento em que a campanha eleitoral tem início. A nota afirma que se a presidente Dilma Roussef estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas caminharemos para o abismo. “O câmbio voltará a se desvalorizar, juros longos retornariam alta e o índice da Bovespa cairia”.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Foi pior, muito pior, do que 1950


A derrota sofrida pela seleção brasileira de 7 a 1 contra a Alemanha pela Copa do Mundo de 2014 em 8 de julho foi uma tragédia muito maior do que aquela ocorrida em 1950 quando perdemos de 2 x 1 do Uruguai em pleno Maracanã. Mas não é propriamente pelo resultado que a situação é mais assustadora hoje. Em 1950 a derrota foi um triste episódio no processo de desenvolvimento do futebol brasileiro que viria a se tornar a maior potência futebolística do mundo. Agora, a situação é diferente, parece ser a comprovação de um duro processo de decadência.

Em 1950 a Europa pós guerra ainda se encontrava em processo de reconstrução e a realização de uma nova Copa do Mundo teria que ser feita fora do velho continente - a anterior havia sido realizada em 1938 na França. A escolha do Brasil não deixou de ser um reconhecimento do seu protagonismo neste esporte. Vice campeão em 50, o Brasil foi vencedor do Pan-Americano dois anos depois (o primeiro título internacional do futebol brasileiro); em 1954 o país foi eliminado nas quartas de final pela vice campeã Hungria de Puskas por 4 x 2 para ser campeão em 1958 e bi campeão em 1962. Houve um vexame em 1966 com a eliminação ainda na primeira fase causada, segundo jornalistas esportivos, por problemas na preparação da seleção para, em 1970, atingir a consagração no México com a conquista do tri campeonato.

Mas os anos 70 ficaram marcados por novas derrotas, pela desorganização dos campeonatos locais e pela ingerência do governo militar nas estruturas do esporte mais popular do país. Os anos de 1980, em pleno processo de abertura política, começam com a Copa da Espanha (1982) e o chamado “futebol-arte” de Zico, Sócrates, Falcão, Júnior e outros que, apesar da derrota sofrida contra a Itália (3 x 2), encantaram o mundo e deram início a fase de exportação maciça de craques para o futebol mundial, principalmente europeu.

O Brasil só seria vencedor novamente em 1994, nos EUA, decidindo o título nos pênaltis e em 2002, cujos jogos foram realizados no Japão e na Coreia. As seleções desta época apresentaram nomes mundialmente famosos como Roberto Carlos, Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo e Romário, entre outras estrelas que brilhavam em campeonatos pelo mundo afora.

Apesar de ter sofrido derrotas dramáticas neste intervalo, como contra a França em 1998 (3 x 0), nenhuma delas adquiriu a dimensão do fracasso atual. Estas derrotas eram vistas como batalhas épicas onde o futebol brasileiro havia sido derrotado por oponentes que souberam se aproveitar de circunstâncias propícias, o que não diminuía a dimensão do futebol brasileiro, aliás, engrandeciam mais os vencedores.
Se havia sucesso e reconhecimento mundial, internamente, a situação era diferente. Enquanto o nível do futebol praticado em outros países evoluía, transformando antigos “pernas de pau” em equipes competitivas, o Brasil permanecia estacionado em sua glória.

Os campeonatos realizados por aqui naufragavam em jogos sofríveis enquanto empresários enriqueciam negociando jogadores com o exterior. Os melhores atletas de futebol do planeta eram brasileiros mas absolutamente nenhum deles permaneciam muito tempo em clubes brasileiros, todos partiam em busca do dinheiro que a economia-futebol do país da bola não podia lhes oferecer. 

O resultado foi a mercantilização do esporte, esvaziamento dos estádios, enfraquecimento dos clubes, atraso na parte tática e preparação técnica, a perda de receitas, enfim, o início da decadência do melhor futebol do mundo.

Ironicamente, em uma Copa onde havia, por parte de muitos, o temor de que a desorganização desse o tom (pelo contrário, o campeonato só tem recebido elogios), o maior problema acabou sendo o nosso futebol.
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Se quiser conhecer a opinião de alguns jornalistas esportivos e ex jogadores sobre a derrota contra a Alemanha lei AQUI.

terça-feira, 1 de julho de 2014

A Copa das surpresas


As avaliações sobre a Copa do Mundo 2014 eram bastante divergentes. A presidente Dilma Roussef e seus apoiadores diziam que esta seria a “Copa das Copas”; para os oposicionistas seria o prenúncio do caos e de um vexame internacional; para setores radicias do movimento social a coisa era colocada nos termos do grito de guerra “não vai ter Copa”. Aparentemente só sobrava de positivo o favoritismo da seleção canarinho – o que era reconhecido pelas bolsas de apostas mundo afora.

Aliás, a julgar pelo artigo de César Felício (Brasil na Copa: welcome to the jungle – Valor Econômico pág. A9, 12 de junho de 2014) o clima de pessimismo era geral. No texto o jornalista relata encontro da presidente Dilma com correspondentes estrangeiros, ocorrido em 3 de junho: “Mas dos 21 meios de comunicação que escreveram sobre o país nos últimos dias, mesmo depois do exercício de sedução de Dilma, 19 publicaram análises negativas”.

Para explicar esta visão o ex-presidente Lula advoga a tese de que o oposicionismo da imprensa brasileira contaminou a estrangeira. Em almoço realizado em 24 de julho em São Paulo com empresários e diplomatas do exterior, Lula afirmou que “Quando eu ganhei as eleições, as pessoas levantavam muita dúvida se o Lula ia ter condições de governar o país. É a mesma coisa com relação à Copa. Agora eu tenho recebido notícias de que os mesmos jornais, os mesmos estrangeiros que diziam que a Copa não ia acontecer, agora estão se rendendo.” (Valor Econômico pág. A11, 25 de junho).

Por tudo isto, o Mundial começou sob tensão. Mas, iniciada as partidas, a coisa foi se reconfigurando, as boas notícias aparecendo e surpreendendo.

Uma delas aconteceu no setor de turismo. O Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, apresenta pesquisa feita pelo Ministério do Turismo e pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, que relata crescimento de 7,1% no trimestre (janeiro/março) em comparação ao mesmo período do ano passado, um crescimento muito acima das mais otimistas perspectivas para o PIB. Este incremento é avaliado pelos empresários do setor como resultado da Copa, mesmo antes do evento ter se iniciado.

Nas redes sociais a repercussão é impressionante. Segundo o jornal Propaganda e Marketing (30 de junho) o Google registrou até 27 de junho cerca de 1,2 bilhão de buscas com a palavra Copa; o twitter registrou mais de 300 milhões de tweets comentando o mundial em duas semanas de jogos (o dobro do registrado nos Jogos Olímpicos de 2012) e o Facebook anunciou que este é o evento mais popular da história. Também foi noticiado que audiência da partida entre EUA e Portugal foi maior do que a final da NBA (basquete) MLB (basebol).

Dentro do campo o sucesso também é inegável. As partidas estão empolgantes e os resultados surpreenderam com a grande quantidade de gols. Países sem grande tradição no esporte surpreenderam e alguns tradicionais decepcionaram. A Espanha que o diga.

Infelizmente, uma surpresa negativa foi a instabilidade da seleção brasileira em sua própria casa, o que tem trazido apreensão à torcida. Definitivamente esta é a Copa das surpresas.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Copa do Mundo e política


O governo divulgou estimativa de que espera 600 mil turistas estrangeiros nesta Copa e a pergunta é; o país está preparado para receber a todos? Se levarmos em conta as estatísticas de que dispomos não teremos grandes problemas. Grandes eventos no Brasil não são novidades, pelo contrário, eles se repetem anualmente com os percalços naturais trazido pela grandeza dos encontros.

sábado, 7 de junho de 2014

Teatro na janela



Espetáculos de teatro em plena rua são comuns em grandes cidades pelo mundo afora, mas, em janelas, talvez seja uma exclusividade de São Paulo. Usando a pista do "Minhocão", como é popularmente conhecido o elevado que corta o centro da cidade e tem o desagradável nome de um ditador (Costa e Silva), o grupo de teatro Esparrama, aos domingos, quando ele permanece fechado e não chove, apresenta suas performances.
Conheça a página do Grupo Esparrama no facebook e passe por lá: https://www.facebook.com/esparrama

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Uma brevíssima história do Trabalho

Cartaz inglês demonstrando as más condições de trabalho no período da Revolução Industrial

 No 1 º de maio, Dia Internacional do Trabalho (ou do trabalhador), um resumo da história do operário desde a antiguidade


A origem das organizações dos trabalhadores pode ser buscada na antiguidade. Existem relatos históricos de que o segundo rei de Roma, Numa Pompilio (que governou entre 715 e 672 a.C) autorizou a criação de colégios de artesãos, que se reuniam num mesmo local e tinham suas divindades próprias. São conhecidas associações de ferreiros, sapateiros, curtidores de couro, profissões exercidas por homens livres em uma sociedade que convivia com a escravidão. Segundo consta, essas associações não exerciam qualquer forma de regulação do trabalho. Com o fim do Império Romano esses grupos desaparecem.